As vezes fico me perguntando porquê tudo vira esculhambação no Brasil. Já pensei, neurei, filosofei e até coloquei nesse blog, mas pra mim ainda é algo revoltante essa falta de educação e esse eterno carnaval. Ainda mais se falando no âmbito de Pará, quando vem atrelado o "eixo do mal" Norte-Nordeste (apesar de que no Centro-Oeste e Sudeste isso também acontece).
É justamente nessa cultura subdesenvolvida que repousa o subdesenvolvimento destas regiões. Começa naquele espertalhão que passa tua frente na fila do banco, rindo com a maior cara-de-pau e termina no político que desvia verbas para a saúde pública para construir sua casa de praia em algum balnário litorâneo. E o que é pior, a maioria das pessoas acha bonito isso. Acha bonito se dar um jeito pra tudo, Acha bonito dar uma de esperto, até como já coloquei aqui, que desde cedo há um "culto ao espertalhão".
Então, me vem a aterrorizante porém conclusiva idéia de que não há mudança, não há jeito, não há solução. Essa cultura não vai acabar tão cedo. Vão passar anos, décadas e digo, séculos, e essa cultura provavelmente vai continuar. Solução? Repovoamento do país ou mesmo uma lavagem cerebral de leve nas pessoas.
Claro exemplo são as terríveis enchentes em Santa Cataria. Aposto minhas fichas que o povo da região vai se unir e a região vai se reestruturar em pouco tempo, como aconteceu na década de 80, quando houve evento semlhante na região.
E se fosse em Belém? Aí Deus, seria complicado. Uns só iam pensar em si, a região ia estagnar, a reestruturação ia ser lenta, sem contar inúmeras outras previsões.
Enquanto isso eu prefiro continuar alimentando meus sonhos de morar em outro lugar com uma vida estruturada do que sonhar com mudanças aqui, porquê essas, meu caro amigo, com certeza demorarão. E eu que quero estar vivo pra ver, e poder crer.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
sobrevivência
Olhou copiosamente o animal. Julgou a misericordia que emanava da sua distraída leveza. Suava muito, cada gota escorria de sua testa, e caía lentamente, como que denunciando sua incerteza e nervosismo. Apesar disso, jorrava coragem, como todos os dias em que realizava sua missão. Então, o momento tornou-se claro: era agora. Armou a espingarda, travou a munição e começou a mirar, lentamente. O leão corria, à muitos metros de distância, expondo a dificuldade que era este tipo de caça. Ele então mirou, e por um momento pensou que não conseguiria. Mas ele sabia, que, como todas as vezes que pensou que não iria conseguir, acabava mesmo conseguindo, por mais difícil que fosse. E atirou, com o barulho da bala ecoando na savana, num milésimo de segundo, atravessando a cabeça do animal antes mesmo do som ensurdecedor alcançar seus tímpanos e avisá-lo do perigo.
O brasileiro então, suspirou aliviado, limpou o suor da testa, e voltou para casa, quando dormiu tranquilo, já pensando no leão que teria de matar no dia seguinte, para garantir sua sobrevivência.
O brasileiro então, suspirou aliviado, limpou o suor da testa, e voltou para casa, quando dormiu tranquilo, já pensando no leão que teria de matar no dia seguinte, para garantir sua sobrevivência.
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