E o que é a vida. O que somos nós, senão animais organizados hierarquicamente em sociedades, buscando o próprio prazer e satisfação pessoal, seja pelo bem, ou pelo mal, tudo dentro dos próprios padrões históricos construídos por nós mesmos, ou, melhor dizendo, por nossos ancestrais.
O que te leva, verdadeiramente, a reunir forças para acordar hoje e ir trabalhar? Dinheiro, satisfação, noção de comprometimento com o todo, prazer, balela. Tudo construído com base em valores sociais, pautados através dos tempos. Religiões? Arquitetadas de acordo com interesses de governantes e poderosos, que mais buscavam o prazer do que qualquer outra coisa. E Deus? Seria a resposta para tudo? Seria ele o destino? Aquela força que imputa pensamentos, derruba árvores, impulsiona mentes, tira forças, reúne indivíduos, separa corpos? Seria ele bom, ou mal? Não, bom e mal são conceitos inventados. Não existe bem ou mal, Deus e Diabo, seja no cristianismo, seja no hinduísmo, islamismo ou qualquer outra. Conceitos criados para amedrontar, para controlar.
Destino, seria a chave? Como um texto cheio de lacunas, a ser preenchido por nós. Imaginemos então que nossos textos estão escritos, e apenas precisando ser preenchidos ao longo de nossas vidas. Seriam as religiões criação deste ser denominado Deus? Meios para assegurar a sobrevivência dos homens, seja pelo medo, seja pela fé?
E se nada disso há? Se somos animais evoluídos? Que possuem suas conceituações evoluídas a partir de conceitos primitivos, existentes em qualquer raça animal. Como primatas que passavam a cultuar um líder, ou uma pedra, esculpida por um evento da natureza ao acaso, cuja forma passaram os primatas a considerar divina? Se evoluímos daí, e milhares e milhares de anos apenas serviram para aprimorar e esculpir a sociedade atual?
Nunca saberemos.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
despertar
E então ele viu-se no mundo dos loucos. Aquele um onde não há limites, nem mesmo regras. Foi quando ele compreendeu o tortuoso caminho pelo qual a humanidade se inclinava, e o quão distantes da verdadeira sanidade eles estavam. Sentia e compreendia o mundo da maneira que se encontrava. E entendia também as razões que o levaram a isso. Cada vez que inspirava, sua consciência o tornava mais são, quando se olhava de fora e percebia o quão louco estava. Cada devaneio que fazia entendia os problemas, as dificuldades, e se perguntava: porque? E se perguntava quem responderia, se havia alguém ao menos capaz. Sua consciência aumentava e via as guerras, a fome, o individualismo, colidindo com os princípios básicos da existência: o amor.
E então ele acordou, e viu-se de volta ao mundo são, aliviado. O que o assustou foi por um momento pensar que agora estaria verdadeiramente no mundo dos loucos, onde não há limites, nem regras, reais. Mas logo esqueceu e dedicou-se ao seu despertar habitual de toda manhã.
E então ele acordou, e viu-se de volta ao mundo são, aliviado. O que o assustou foi por um momento pensar que agora estaria verdadeiramente no mundo dos loucos, onde não há limites, nem regras, reais. Mas logo esqueceu e dedicou-se ao seu despertar habitual de toda manhã.
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