O que você esperaria?
De uma pessoa movida por seu próprio código de honra? Uma pessoa que não agiria movida por emoções, mas por sentimentos altamente calculados? Uma pessoa que não possui o senso de compaixão aflorado, tendo sentimentos fraternos apenas para com quem deseja. Ela também não possui ídolos, e, se possuir um, é a sí mesma. Esta pessoa não elogia o próximo, a não ser para realizar um jogo de interesses. Sabe sempre como se portar, pois sabe que cada movimento é crucial, como em um jogo de xadrez. Essa pessoa adapta sua personalidade a qualquer um, para que possa relacionar-se da melhor forma possível, e assim angariar um aliado. Também pensa muito bem antes de realizar qualquer jogada, pois sabe que isto pode determinar sua sorte. Evita vinganças, mas sabe que, se preciso, ela deve ser comida fria. Essa pessoa sabe que a vida é um jogo, ou uma guerra, ou mesmo um tabuleiro de "WAR", onde um simples rolar de dados determina uma vitória. Sabe que estando bem estrategicamente, as chances de vitória são grandes. Sabe que hoje perde, mas amanhã ganha.
Eu esperaria muito, ou nada.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
destrinçando
Não sei ao certo o que meu convívio com certos tipos me proporcionou. Acho que o fator mais marcante que adquiri na construção da minha visão de mundo ao longo dos anos foi a intolerância com que há de ser intolerado. Pessoas ignorantes, mal-educadas, egocêntricas, hipócritas (argh! A pior espécie), demagógicas, mesquinhas, pseudo-intelectuais, e, acima de tudo, aqueles que andam com um nariz um pouco acima do ângulo de quarenta e cinco graus.
Não é só por eu achar que a humildade é o mais precioso bem de um ser humano, juntamente com seu caráter. Talvez você deva me achar um hipócrita, de certa forma metido e ainda assim escrevendo sobre esse tipo de coisa.
Pois bem, gosto de observar as características de cada pessoa, como se isso acabasse por marcá-la no meu íntimo como a estereotipização desta. Assim, acabo por criar tipos pré-determinados com características específicas de comportamento. Juntamente com isso, associo a pessoa à esta personalidade e crio o meu grau de aceitabilidade com relação à este indivíduo.
Assim funciona meu filtro com relação à terceiros na minha vida. Cheguei a um ponto em que não me importo se você pensa bem ou mal de mim. Apenas quero que veja a verdade. Àqueles que vêem a verdade acabam por ter a verdadeira noção do que eu falo, sem precisar recorrer a profundos entendimentos acerca disso.
Resumindo: é tudo uma questão de bom senso, ou também do senso natural de cada um.
Nesse momento você pode estar me achando um egocêntrico, arrogante, intolerante, mal-educado e até pseudo-intelectual. Mas quer saber, não dou a mínima. Se você está lendo é talvez porque, de alguma maneira, se interessou pelo meu texto. Se conseguir ver a verdade e entender, muito bem, nem digo mais nada, você está no caminho. Se não viu, o problema é seu. Feche o blog e não me visite mais.
Não é só por eu achar que a humildade é o mais precioso bem de um ser humano, juntamente com seu caráter. Talvez você deva me achar um hipócrita, de certa forma metido e ainda assim escrevendo sobre esse tipo de coisa.
Pois bem, gosto de observar as características de cada pessoa, como se isso acabasse por marcá-la no meu íntimo como a estereotipização desta. Assim, acabo por criar tipos pré-determinados com características específicas de comportamento. Juntamente com isso, associo a pessoa à esta personalidade e crio o meu grau de aceitabilidade com relação à este indivíduo.
Assim funciona meu filtro com relação à terceiros na minha vida. Cheguei a um ponto em que não me importo se você pensa bem ou mal de mim. Apenas quero que veja a verdade. Àqueles que vêem a verdade acabam por ter a verdadeira noção do que eu falo, sem precisar recorrer a profundos entendimentos acerca disso.
Resumindo: é tudo uma questão de bom senso, ou também do senso natural de cada um.
Nesse momento você pode estar me achando um egocêntrico, arrogante, intolerante, mal-educado e até pseudo-intelectual. Mas quer saber, não dou a mínima. Se você está lendo é talvez porque, de alguma maneira, se interessou pelo meu texto. Se conseguir ver a verdade e entender, muito bem, nem digo mais nada, você está no caminho. Se não viu, o problema é seu. Feche o blog e não me visite mais.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
sobrevivência
Olhou copiosamente o animal. Julgou a misericordia que emanava da sua distraída leveza. Suava muito, cada gota escorria de sua testa, e caía lentamente, como que denunciando sua incerteza e nervosismo. Apesar disso, jorrava coragem, como todos os dias em que realizava sua missão. Então, o momento tornou-se claro: era agora. Armou a espingarda, travou a munição e começou a mirar, lentamente. O leão corria, à muitos metros de distância, expondo a dificuldade que era este tipo de caça. Ele então mirou, e por um momento pensou que não conseguiria. Mas ele sabia, que, como todas as vezes que pensou que não iria conseguir, acabava mesmo conseguindo, por mais difícil que fosse. E atirou, com o barulho da bala ecoando na savana, num milésimo de segundo, atravessando a cabeça do animal antes mesmo do som ensurdecedor alcançar seus tímpanos e avisá-lo do perigo.
O brasileiro então, suspirou aliviado, limpou o suor da testa, e voltou para casa, quando dormiu tranquilo, já pensando no leão que teria de matar no dia seguinte, para garantir sua sobrevivência.
O brasileiro então, suspirou aliviado, limpou o suor da testa, e voltou para casa, quando dormiu tranquilo, já pensando no leão que teria de matar no dia seguinte, para garantir sua sobrevivência.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
despejo
ando o dia chegar, quando o sol não mais voltar, olhar-te-ei nos olhos e clamarei meu rancor. Despejarei minha fúria, rasgarei minha compaixão, dominar-me-ei pela raiva, quando fluirá minha natureza. Usarei minhas forças, derrubar-te-ei com fúria, olharei em teus olhos, então cravar-te-ei a espada. realizar-se-à assim a libertação, os céus relampejarão, a terra tremerá e todo o ódio se esvairá.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
vida
Ele tinha dois caminhos.
Em um caminho, perdoava, e seguia sua vida como se nada nunca houvesse acontecido. Estudava, trabalhava, constituia sua família, seria feliz. Depois de muito tempo, percebia que não havia fundamento em tudo que havia construído. Seu patrimônio, sua família, tudo lindo, tudo maravilhoso, mas para quê? Logo, não sabia se era feliz, pois sua vida não passava da mesmice, aliás, nunca passou, foram anos e anos na mesma coisa, sem novas descobertas, experimentando os clichês da vida.
No outro caminho, ele se desvirtuava, pelo menos externamente. Corria atrás de seus inimigos, exprimia sua revolta, vingava seus precedentes, fazia valer tudo que fizeram a ele. Conhecia lugares, pessoas, sentimentos. Sentia a chama da vingança arder e apagar toda a vez que cumpria suas metas. Não tinha família, nunca quis constituir. Sua vida era a luta pela sobrevivência.
Então, eu pergunto, à nós mesmos, reles mortais. Qual vale mais?
Em um caminho, perdoava, e seguia sua vida como se nada nunca houvesse acontecido. Estudava, trabalhava, constituia sua família, seria feliz. Depois de muito tempo, percebia que não havia fundamento em tudo que havia construído. Seu patrimônio, sua família, tudo lindo, tudo maravilhoso, mas para quê? Logo, não sabia se era feliz, pois sua vida não passava da mesmice, aliás, nunca passou, foram anos e anos na mesma coisa, sem novas descobertas, experimentando os clichês da vida.
No outro caminho, ele se desvirtuava, pelo menos externamente. Corria atrás de seus inimigos, exprimia sua revolta, vingava seus precedentes, fazia valer tudo que fizeram a ele. Conhecia lugares, pessoas, sentimentos. Sentia a chama da vingança arder e apagar toda a vez que cumpria suas metas. Não tinha família, nunca quis constituir. Sua vida era a luta pela sobrevivência.
Então, eu pergunto, à nós mesmos, reles mortais. Qual vale mais?
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Represália
A vingança é o sentimento mais humano que existe. Está presente em toda a nossa vida, à todo momento. Tanto nos momentos mais singelos, como na hora em que alguém lhe trata com má educação, quanto nos mais cruéis e significativos, quando alguém ameaça alguém que tu amas. Todos, absolutamente, sem exceções, estão sujeitos ao estigma da vingança. Talvez pessoas espiritualmente superiores já estejam mais desprendidas desse mal, mas com certeza a grande maioria ainda padece com o sentimento mesquinho. Mas o que leva o ser humano a infringir algo mesmo em alguém que ama? Pela mais pura bobagem? Na verdade, é a preservação, tanto de si mesmo, quanto do sentimento em jogo (amor, dignidade, honra etc).
Se você infringe alguém que ama, é porquê está numa tentativa desesperada de causar dano até certo ponto que você espera que a pessoa perceba que aquele ato realizado pela pessoa que sofre a vingança, que a antecedeu, não é algo válido de se acontecer. O mesmo vale na vingança pela honra. A pessoa que age impulsionada pela emoção de algo ruim que lhe aconteça ou à sua família ou por quem tem grande consideração, age pela sua preservação, pela tentativa de fazer com que o próximo perceba que àquela atitude tomada não é algo válido, aceito pelo "código de honra" que cada particular possui. Essas divagações nos fazem crer que somos apenas animais evoluídos, movidos por sentimentos primitivos que acabam mascarados no mundo moderno atual.
O próprio Código Penal brasileiro considera uma atenuante de diversos crimes a pessoa "que age impelida por forte emoção após injusta provocação". ou seja, aquele que age por vingança, depois de provocação à qual foi submetida e que pelo seu juízo de valores mundanos não é aprovado por seu discernimento.
Cheguemos então à conclusão que o mais mesquinho e primitivo dos sentimentos remete apenas à outro sentimento primitivo, à nossa natureza fraterna e preservativa da espécie ou, no caso do mundo moderno, de nossos entes queridos, por quem temos grande afeto e consideração. Em outras palavras, daqueles que amamos.
Dedicado à Carime Miranda Abdon, com muito amor.
Se você infringe alguém que ama, é porquê está numa tentativa desesperada de causar dano até certo ponto que você espera que a pessoa perceba que aquele ato realizado pela pessoa que sofre a vingança, que a antecedeu, não é algo válido de se acontecer. O mesmo vale na vingança pela honra. A pessoa que age impulsionada pela emoção de algo ruim que lhe aconteça ou à sua família ou por quem tem grande consideração, age pela sua preservação, pela tentativa de fazer com que o próximo perceba que àquela atitude tomada não é algo válido, aceito pelo "código de honra" que cada particular possui. Essas divagações nos fazem crer que somos apenas animais evoluídos, movidos por sentimentos primitivos que acabam mascarados no mundo moderno atual.
O próprio Código Penal brasileiro considera uma atenuante de diversos crimes a pessoa "que age impelida por forte emoção após injusta provocação". ou seja, aquele que age por vingança, depois de provocação à qual foi submetida e que pelo seu juízo de valores mundanos não é aprovado por seu discernimento.
Cheguemos então à conclusão que o mais mesquinho e primitivo dos sentimentos remete apenas à outro sentimento primitivo, à nossa natureza fraterna e preservativa da espécie ou, no caso do mundo moderno, de nossos entes queridos, por quem temos grande afeto e consideração. Em outras palavras, daqueles que amamos.
Dedicado à Carime Miranda Abdon, com muito amor.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Aspectos
É muito engraçada aquela máxima pregada no Brasil e apimentada pelas esquerdas tropicais de que a culpa da existência de ampla desigualdade no país é sempre das elite (sic). Pois bem, faz tudo parte de uma mentalidade cultural coletiva que é resumida em uma frase: trabalhar é feio.
Neste país, quem estuda e trabalha, e assim consegue um lugar a ostentar na carreira profissional, é sempre malvisto e colocado como culpado de existir desigualdade. Isso provém muito também do ponto de vista implantado nas mentes da massa brasileira de que a culpa de existir desigualdade pobre/rico e branco/negro é de "quem tem dinheiro".
Culpam até a "elite branca", talvez uma referência chula e mal colocada a "W.A.S.P.", a elite branca dos Estados Unidos, que é a sigla para "White Anglo-Saxon and Protestant". Nos EUA, há um problema de discriminação racial imenso, o que talvez justifique essa sigla inventada pelos brancos da elite norte-americana do século XX, e que tinha por objetivo a discriminação até da imigração irlandesa e italiana, além dos negros, nos EUA.
Como tudo vira sacanagem no país da sacanagem, esse termo foi "furtado" por algum revolucionário espertalhão para designar de forma chocante e pesada as "elites dominadoras do país". Essas elites brancas nada mais são do que descendentes da imigração européia que ocorreu no Brasil nos séculos XIX e XX. Portugueses, espanhóis, italianos e alemães, principalmente, foram os que chegaram ao país, com o objetivo de buscar uma melhor condição de vida.
O espertalhão aí citado, não se lembrou que todos os imigrantes vieram com o objetivo de colonizar o país, trazidos pelo governo brasileiro para este fim. Depois, todos eram parte de uma classe esquecida em seu país de origem. Muitos eram ignorantes e com pouca instrução, mas todos sabiam um ofício e tinham uma mentalidade diferente da apregoada nas terras brasilianas. Todos vieram com o único intuito de trabalhar, trabalhar, e trabalhar mais, bem diferente do brasileiro médio, já estabelecido por aqui.
Dessa maneira, os mulatos, negros, mamelucos, e brancos brasileiros, que aqui já estavam, acabaram por ficar em segundo plano, em um âmbito geral, enquanto que os imigrantes prosperavam, criando o panorama atual das "elites brancas" brasileiras.
Em outros países mais desenvolvidos, a produção acadêmica e tecnológica é fomentada com incentivos que começam desde a escola, com premiações e gratificações para os alunos mais esforçados. No nosso quase desenvolvido estado brasilis, quem estuda mais na escola é visto como "CDF", um apelido pejorativo que visa uma espécie de segregação social escolar, segregando os alunos mais esforçados dos demais, como se estes não fossem dignos de possuir vida socialmente ativa no ambiente escolar. Digo isso, pois vi, nos anos 90, enquanto estudante de ensino fundamental, como se passa este processo.
Dessa maneira, o indivíduo cresce com a mentalidade de que, para ser bom visto, tem que se esperto. Ou seja, pra tudo se dá um jeitinho, aquele mesmo pregado como característica sócio-cultural brasileira e "cool" por excelência. Aí que reside talvez o pior mal do brasileiro: é bom quem é esperto.
Neste país, quem é inteligente, estudioso ou bem sucedido, é mal visto. É factível colocar isso como parte de uma gigantesca mentalidade coletiva que abrange um histórico que remete aos tempos da Colonização e que tem efeitos e raízes nos mais diversos e inimagináveis fatores que contribuíram para a criação do estado brasileiro.
No Brasil, não se premia esforços, não se incentiva produção acadêmica nem a pesquisa de campo, não há incentivo a produção tecnológica, não é válido estudar, não é bonito ser bem sucedido. Dá pra colocar até como o "país dos excêntricos".
O Brasil talvez seja também um dos únicos países do mundo onde é bonito ser pobre. Onde um presidente da república, líder do poder executivo, tem orgulho em dizer que não tem estudo. Onde pobre tem orgulho de ser pobre e não lutar para mudar isso.
E quer saber, eu sou brasileiro e já desisti.
Neste país, quem estuda e trabalha, e assim consegue um lugar a ostentar na carreira profissional, é sempre malvisto e colocado como culpado de existir desigualdade. Isso provém muito também do ponto de vista implantado nas mentes da massa brasileira de que a culpa de existir desigualdade pobre/rico e branco/negro é de "quem tem dinheiro".
Culpam até a "elite branca", talvez uma referência chula e mal colocada a "W.A.S.P.", a elite branca dos Estados Unidos, que é a sigla para "White Anglo-Saxon and Protestant". Nos EUA, há um problema de discriminação racial imenso, o que talvez justifique essa sigla inventada pelos brancos da elite norte-americana do século XX, e que tinha por objetivo a discriminação até da imigração irlandesa e italiana, além dos negros, nos EUA.
Como tudo vira sacanagem no país da sacanagem, esse termo foi "furtado" por algum revolucionário espertalhão para designar de forma chocante e pesada as "elites dominadoras do país". Essas elites brancas nada mais são do que descendentes da imigração européia que ocorreu no Brasil nos séculos XIX e XX. Portugueses, espanhóis, italianos e alemães, principalmente, foram os que chegaram ao país, com o objetivo de buscar uma melhor condição de vida.
O espertalhão aí citado, não se lembrou que todos os imigrantes vieram com o objetivo de colonizar o país, trazidos pelo governo brasileiro para este fim. Depois, todos eram parte de uma classe esquecida em seu país de origem. Muitos eram ignorantes e com pouca instrução, mas todos sabiam um ofício e tinham uma mentalidade diferente da apregoada nas terras brasilianas. Todos vieram com o único intuito de trabalhar, trabalhar, e trabalhar mais, bem diferente do brasileiro médio, já estabelecido por aqui.
Dessa maneira, os mulatos, negros, mamelucos, e brancos brasileiros, que aqui já estavam, acabaram por ficar em segundo plano, em um âmbito geral, enquanto que os imigrantes prosperavam, criando o panorama atual das "elites brancas" brasileiras.
Em outros países mais desenvolvidos, a produção acadêmica e tecnológica é fomentada com incentivos que começam desde a escola, com premiações e gratificações para os alunos mais esforçados. No nosso quase desenvolvido estado brasilis, quem estuda mais na escola é visto como "CDF", um apelido pejorativo que visa uma espécie de segregação social escolar, segregando os alunos mais esforçados dos demais, como se estes não fossem dignos de possuir vida socialmente ativa no ambiente escolar. Digo isso, pois vi, nos anos 90, enquanto estudante de ensino fundamental, como se passa este processo.
Dessa maneira, o indivíduo cresce com a mentalidade de que, para ser bom visto, tem que se esperto. Ou seja, pra tudo se dá um jeitinho, aquele mesmo pregado como característica sócio-cultural brasileira e "cool" por excelência. Aí que reside talvez o pior mal do brasileiro: é bom quem é esperto.
Neste país, quem é inteligente, estudioso ou bem sucedido, é mal visto. É factível colocar isso como parte de uma gigantesca mentalidade coletiva que abrange um histórico que remete aos tempos da Colonização e que tem efeitos e raízes nos mais diversos e inimagináveis fatores que contribuíram para a criação do estado brasileiro.
No Brasil, não se premia esforços, não se incentiva produção acadêmica nem a pesquisa de campo, não há incentivo a produção tecnológica, não é válido estudar, não é bonito ser bem sucedido. Dá pra colocar até como o "país dos excêntricos".
O Brasil talvez seja também um dos únicos países do mundo onde é bonito ser pobre. Onde um presidente da república, líder do poder executivo, tem orgulho em dizer que não tem estudo. Onde pobre tem orgulho de ser pobre e não lutar para mudar isso.
E quer saber, eu sou brasileiro e já desisti.
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