A volúpia de tuas curvas
me entranham e me fazem homem
reverberando meu primitivo instinto
e liberando meu mais perverso desejo
aclamando tua face inocente
desfazendo resquícios de garota
construindo uma ponte entre o ser
e te fazendo mais mulher do que já és.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
o país da esculhambação
As vezes fico me perguntando porquê tudo vira esculhambação no Brasil. Já pensei, neurei, filosofei e até coloquei nesse blog, mas pra mim ainda é algo revoltante essa falta de educação e esse eterno carnaval. Ainda mais se falando no âmbito de Pará, quando vem atrelado o "eixo do mal" Norte-Nordeste (apesar de que no Centro-Oeste e Sudeste isso também acontece).
É justamente nessa cultura subdesenvolvida que repousa o subdesenvolvimento destas regiões. Começa naquele espertalhão que passa tua frente na fila do banco, rindo com a maior cara-de-pau e termina no político que desvia verbas para a saúde pública para construir sua casa de praia em algum balnário litorâneo. E o que é pior, a maioria das pessoas acha bonito isso. Acha bonito se dar um jeito pra tudo, Acha bonito dar uma de esperto, até como já coloquei aqui, que desde cedo há um "culto ao espertalhão".
Então, me vem a aterrorizante porém conclusiva idéia de que não há mudança, não há jeito, não há solução. Essa cultura não vai acabar tão cedo. Vão passar anos, décadas e digo, séculos, e essa cultura provavelmente vai continuar. Solução? Repovoamento do país ou mesmo uma lavagem cerebral de leve nas pessoas.
Claro exemplo são as terríveis enchentes em Santa Cataria. Aposto minhas fichas que o povo da região vai se unir e a região vai se reestruturar em pouco tempo, como aconteceu na década de 80, quando houve evento semlhante na região.
E se fosse em Belém? Aí Deus, seria complicado. Uns só iam pensar em si, a região ia estagnar, a reestruturação ia ser lenta, sem contar inúmeras outras previsões.
Enquanto isso eu prefiro continuar alimentando meus sonhos de morar em outro lugar com uma vida estruturada do que sonhar com mudanças aqui, porquê essas, meu caro amigo, com certeza demorarão. E eu que quero estar vivo pra ver, e poder crer.
É justamente nessa cultura subdesenvolvida que repousa o subdesenvolvimento destas regiões. Começa naquele espertalhão que passa tua frente na fila do banco, rindo com a maior cara-de-pau e termina no político que desvia verbas para a saúde pública para construir sua casa de praia em algum balnário litorâneo. E o que é pior, a maioria das pessoas acha bonito isso. Acha bonito se dar um jeito pra tudo, Acha bonito dar uma de esperto, até como já coloquei aqui, que desde cedo há um "culto ao espertalhão".
Então, me vem a aterrorizante porém conclusiva idéia de que não há mudança, não há jeito, não há solução. Essa cultura não vai acabar tão cedo. Vão passar anos, décadas e digo, séculos, e essa cultura provavelmente vai continuar. Solução? Repovoamento do país ou mesmo uma lavagem cerebral de leve nas pessoas.
Claro exemplo são as terríveis enchentes em Santa Cataria. Aposto minhas fichas que o povo da região vai se unir e a região vai se reestruturar em pouco tempo, como aconteceu na década de 80, quando houve evento semlhante na região.
E se fosse em Belém? Aí Deus, seria complicado. Uns só iam pensar em si, a região ia estagnar, a reestruturação ia ser lenta, sem contar inúmeras outras previsões.
Enquanto isso eu prefiro continuar alimentando meus sonhos de morar em outro lugar com uma vida estruturada do que sonhar com mudanças aqui, porquê essas, meu caro amigo, com certeza demorarão. E eu que quero estar vivo pra ver, e poder crer.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
sabedoria
"O sábio cala, quem não sabe é quem mais fala", já diz o Ponto de Equilíbrio, banda do Rio de Janeiro. Eis uma virtude dos sábios: saber a hora de calar.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Thievery Corporation - Radio Retaliation (2008)
É meio difícil eu escrever sobre música aqui, mas esse merece. Um artista que gosta muito é o Thievery Corporation, composto por um duo de produtores dos Estados Unidos, Rob Garza e Eric Hilton, e lançaram um cd recentemente, agora em 2008, chamado Radio Retaliation e que produzem um estilo chamado trip hop, que de estilo mesmo só tem o nome, dada a diversificação dentro deste.
Pois bem, escutei o álbum novo e me surpreendi, já que conhecia um dos trabalhos deles, o The Richest Man in Babylon, de 2002. Acontece que esse cd novo vem arrebentando. É como se vários estilos musicais do mundo inteiro fossem jogados dentro de uma panela, temperando com batidas trip hop, aquilo bem lounge, e deixando cozinhar bem!
Enfim, nem preciso dizer que o resultado ficou demais. Por mais que critiquem o Thievery por não inovar, o que mais falo é pra ouvir o álbum, sem maiores frescuras. Até o Seu Jorge tem uma música em parceria, daquelas bem ao estilo dele, por sinal. Dentre os estilos, podem ser lembrados música latina, jazz, samba, hip hop, reggae, dub, bossa nova e com certeza outros que influenciaram a dupla.
Por fim, ouvi poucos álbuns de início assim, e os que ouvi acabaram se tornando um dos meus favoritos. Esse tá no caminho.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
crítica
Sabe, em alguns pontos me considero satisfeito por possuir determinada opinião. Feliz por ter uma noção que me permita entender a causa e o efeito de tal fator e a razão para desgostar deste. Pessoas, comportamentos, atitudes, opiniões, pensamentos, tudo. Se você começar a entender a causa e o efeito destes, poderá então criticá-los livremente e sem medo de ser surpreendido por um "sabe-tudo". Não é uma discussão legal, óbviamente, até porque não existem fórmulas nem normas que regulamentem o modo de vida da sociedade em geral que pré-determine certos comportamentos.
Assim, me sinto livre pra criticar quem eu quiser, sem medo de ninguém ou que falem de mim.
Esse fim-de-semana dei uam "saidinha", como nunca mais havia feito, e dei de encontro com alguns tipos conhecidos aqui na cidade. "Tipinhos" comuns em cidades de grande-porte, mas que ainda não chega a ser uma metrópole, se equiparada a muitas outras. É verdade que eu possuo uma certa dificuldade pra compreender a linha de pensamento desses tipos específicos, até em um aspecto social, quanto ao seu modo de vida, seu modo de pensar, de agir, de se vestir etc.
A meu ver, são pessoas que ainda não atingiram a magnitude do ser, estando ainda entranhadas pela máscara social estipulada pelos meios de comunicação massificada do século XXI. Alíás, algo muito comum em todo o globo terrestre, conquanto muitos ainda vivem atrasados.
O homem é muito mais que aparências, pensamentos, vestimentas e sentimentos desprezíveis, tais como inveja, mesquinharia, orgulho e arrogãncia.
É de conhecimento notório que todos vivem atualmente segundo o modelo imposto pelos meios de comunicação massificada, como sempre foi e que, estas mesmas pessoas, atualmente, que se dizem globalizadas e alheias a tudo isso, são, na verdade, "tipinhos" impostos e gerados segundo alguns modelos do mundo globalizado.
Esse negócio de comportamento social é muito relativo. Não acho que haja um certo ou errado. Só acho que alguns devam se colocar em seu devido lugar, e se colocar em um papel útil perante a sociedade, parando com banalizações de valores morais e éticos e novas configurações mundiais inúteis.
Assim, me sinto livre pra criticar quem eu quiser, sem medo de ninguém ou que falem de mim.
Esse fim-de-semana dei uam "saidinha", como nunca mais havia feito, e dei de encontro com alguns tipos conhecidos aqui na cidade. "Tipinhos" comuns em cidades de grande-porte, mas que ainda não chega a ser uma metrópole, se equiparada a muitas outras. É verdade que eu possuo uma certa dificuldade pra compreender a linha de pensamento desses tipos específicos, até em um aspecto social, quanto ao seu modo de vida, seu modo de pensar, de agir, de se vestir etc.
A meu ver, são pessoas que ainda não atingiram a magnitude do ser, estando ainda entranhadas pela máscara social estipulada pelos meios de comunicação massificada do século XXI. Alíás, algo muito comum em todo o globo terrestre, conquanto muitos ainda vivem atrasados.
O homem é muito mais que aparências, pensamentos, vestimentas e sentimentos desprezíveis, tais como inveja, mesquinharia, orgulho e arrogãncia.
É de conhecimento notório que todos vivem atualmente segundo o modelo imposto pelos meios de comunicação massificada, como sempre foi e que, estas mesmas pessoas, atualmente, que se dizem globalizadas e alheias a tudo isso, são, na verdade, "tipinhos" impostos e gerados segundo alguns modelos do mundo globalizado.
Esse negócio de comportamento social é muito relativo. Não acho que haja um certo ou errado. Só acho que alguns devam se colocar em seu devido lugar, e se colocar em um papel útil perante a sociedade, parando com banalizações de valores morais e éticos e novas configurações mundiais inúteis.
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
frio
O que você esperaria?
De uma pessoa movida por seu próprio código de honra? Uma pessoa que não agiria movida por emoções, mas por sentimentos altamente calculados? Uma pessoa que não possui o senso de compaixão aflorado, tendo sentimentos fraternos apenas para com quem deseja. Ela também não possui ídolos, e, se possuir um, é a sí mesma. Esta pessoa não elogia o próximo, a não ser para realizar um jogo de interesses. Sabe sempre como se portar, pois sabe que cada movimento é crucial, como em um jogo de xadrez. Essa pessoa adapta sua personalidade a qualquer um, para que possa relacionar-se da melhor forma possível, e assim angariar um aliado. Também pensa muito bem antes de realizar qualquer jogada, pois sabe que isto pode determinar sua sorte. Evita vinganças, mas sabe que, se preciso, ela deve ser comida fria. Essa pessoa sabe que a vida é um jogo, ou uma guerra, ou mesmo um tabuleiro de "WAR", onde um simples rolar de dados determina uma vitória. Sabe que estando bem estrategicamente, as chances de vitória são grandes. Sabe que hoje perde, mas amanhã ganha.
Eu esperaria muito, ou nada.
De uma pessoa movida por seu próprio código de honra? Uma pessoa que não agiria movida por emoções, mas por sentimentos altamente calculados? Uma pessoa que não possui o senso de compaixão aflorado, tendo sentimentos fraternos apenas para com quem deseja. Ela também não possui ídolos, e, se possuir um, é a sí mesma. Esta pessoa não elogia o próximo, a não ser para realizar um jogo de interesses. Sabe sempre como se portar, pois sabe que cada movimento é crucial, como em um jogo de xadrez. Essa pessoa adapta sua personalidade a qualquer um, para que possa relacionar-se da melhor forma possível, e assim angariar um aliado. Também pensa muito bem antes de realizar qualquer jogada, pois sabe que isto pode determinar sua sorte. Evita vinganças, mas sabe que, se preciso, ela deve ser comida fria. Essa pessoa sabe que a vida é um jogo, ou uma guerra, ou mesmo um tabuleiro de "WAR", onde um simples rolar de dados determina uma vitória. Sabe que estando bem estrategicamente, as chances de vitória são grandes. Sabe que hoje perde, mas amanhã ganha.
Eu esperaria muito, ou nada.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
destrinçando
Não sei ao certo o que meu convívio com certos tipos me proporcionou. Acho que o fator mais marcante que adquiri na construção da minha visão de mundo ao longo dos anos foi a intolerância com que há de ser intolerado. Pessoas ignorantes, mal-educadas, egocêntricas, hipócritas (argh! A pior espécie), demagógicas, mesquinhas, pseudo-intelectuais, e, acima de tudo, aqueles que andam com um nariz um pouco acima do ângulo de quarenta e cinco graus.
Não é só por eu achar que a humildade é o mais precioso bem de um ser humano, juntamente com seu caráter. Talvez você deva me achar um hipócrita, de certa forma metido e ainda assim escrevendo sobre esse tipo de coisa.
Pois bem, gosto de observar as características de cada pessoa, como se isso acabasse por marcá-la no meu íntimo como a estereotipização desta. Assim, acabo por criar tipos pré-determinados com características específicas de comportamento. Juntamente com isso, associo a pessoa à esta personalidade e crio o meu grau de aceitabilidade com relação à este indivíduo.
Assim funciona meu filtro com relação à terceiros na minha vida. Cheguei a um ponto em que não me importo se você pensa bem ou mal de mim. Apenas quero que veja a verdade. Àqueles que vêem a verdade acabam por ter a verdadeira noção do que eu falo, sem precisar recorrer a profundos entendimentos acerca disso.
Resumindo: é tudo uma questão de bom senso, ou também do senso natural de cada um.
Nesse momento você pode estar me achando um egocêntrico, arrogante, intolerante, mal-educado e até pseudo-intelectual. Mas quer saber, não dou a mínima. Se você está lendo é talvez porque, de alguma maneira, se interessou pelo meu texto. Se conseguir ver a verdade e entender, muito bem, nem digo mais nada, você está no caminho. Se não viu, o problema é seu. Feche o blog e não me visite mais.
Não é só por eu achar que a humildade é o mais precioso bem de um ser humano, juntamente com seu caráter. Talvez você deva me achar um hipócrita, de certa forma metido e ainda assim escrevendo sobre esse tipo de coisa.
Pois bem, gosto de observar as características de cada pessoa, como se isso acabasse por marcá-la no meu íntimo como a estereotipização desta. Assim, acabo por criar tipos pré-determinados com características específicas de comportamento. Juntamente com isso, associo a pessoa à esta personalidade e crio o meu grau de aceitabilidade com relação à este indivíduo.
Assim funciona meu filtro com relação à terceiros na minha vida. Cheguei a um ponto em que não me importo se você pensa bem ou mal de mim. Apenas quero que veja a verdade. Àqueles que vêem a verdade acabam por ter a verdadeira noção do que eu falo, sem precisar recorrer a profundos entendimentos acerca disso.
Resumindo: é tudo uma questão de bom senso, ou também do senso natural de cada um.
Nesse momento você pode estar me achando um egocêntrico, arrogante, intolerante, mal-educado e até pseudo-intelectual. Mas quer saber, não dou a mínima. Se você está lendo é talvez porque, de alguma maneira, se interessou pelo meu texto. Se conseguir ver a verdade e entender, muito bem, nem digo mais nada, você está no caminho. Se não viu, o problema é seu. Feche o blog e não me visite mais.
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