ah como chora minha'lma
que numa vã agitação
se sufoca nas mazelas diárias
clamando por um vôo de liberdade
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
silentes apelos
Minha voz emudece no ar. Como se contivesse o choro e a agonia. Se Misturam com a tristeza e a revolta. E criam respingos de vingança por ser clamada. Em minha inerte atitude forçada. Nunca sei a quem recorrer. Minhas instâncias se acabam em mim. E nem protestos veementes resolverão. Se há um caminho para apelar. Que sejam as palavras viajantes. Que a duros ouvidos acabam por penetrar. E dificeis mentes hão de tocar.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
monólogo
E o que é a vida. O que somos nós, senão animais organizados hierarquicamente em sociedades, buscando o próprio prazer e satisfação pessoal, seja pelo bem, ou pelo mal, tudo dentro dos próprios padrões históricos construídos por nós mesmos, ou, melhor dizendo, por nossos ancestrais.
O que te leva, verdadeiramente, a reunir forças para acordar hoje e ir trabalhar? Dinheiro, satisfação, noção de comprometimento com o todo, prazer, balela. Tudo construído com base em valores sociais, pautados através dos tempos. Religiões? Arquitetadas de acordo com interesses de governantes e poderosos, que mais buscavam o prazer do que qualquer outra coisa. E Deus? Seria a resposta para tudo? Seria ele o destino? Aquela força que imputa pensamentos, derruba árvores, impulsiona mentes, tira forças, reúne indivíduos, separa corpos? Seria ele bom, ou mal? Não, bom e mal são conceitos inventados. Não existe bem ou mal, Deus e Diabo, seja no cristianismo, seja no hinduísmo, islamismo ou qualquer outra. Conceitos criados para amedrontar, para controlar.
Destino, seria a chave? Como um texto cheio de lacunas, a ser preenchido por nós. Imaginemos então que nossos textos estão escritos, e apenas precisando ser preenchidos ao longo de nossas vidas. Seriam as religiões criação deste ser denominado Deus? Meios para assegurar a sobrevivência dos homens, seja pelo medo, seja pela fé?
E se nada disso há? Se somos animais evoluídos? Que possuem suas conceituações evoluídas a partir de conceitos primitivos, existentes em qualquer raça animal. Como primatas que passavam a cultuar um líder, ou uma pedra, esculpida por um evento da natureza ao acaso, cuja forma passaram os primatas a considerar divina? Se evoluímos daí, e milhares e milhares de anos apenas serviram para aprimorar e esculpir a sociedade atual?
Nunca saberemos.
O que te leva, verdadeiramente, a reunir forças para acordar hoje e ir trabalhar? Dinheiro, satisfação, noção de comprometimento com o todo, prazer, balela. Tudo construído com base em valores sociais, pautados através dos tempos. Religiões? Arquitetadas de acordo com interesses de governantes e poderosos, que mais buscavam o prazer do que qualquer outra coisa. E Deus? Seria a resposta para tudo? Seria ele o destino? Aquela força que imputa pensamentos, derruba árvores, impulsiona mentes, tira forças, reúne indivíduos, separa corpos? Seria ele bom, ou mal? Não, bom e mal são conceitos inventados. Não existe bem ou mal, Deus e Diabo, seja no cristianismo, seja no hinduísmo, islamismo ou qualquer outra. Conceitos criados para amedrontar, para controlar.
Destino, seria a chave? Como um texto cheio de lacunas, a ser preenchido por nós. Imaginemos então que nossos textos estão escritos, e apenas precisando ser preenchidos ao longo de nossas vidas. Seriam as religiões criação deste ser denominado Deus? Meios para assegurar a sobrevivência dos homens, seja pelo medo, seja pela fé?
E se nada disso há? Se somos animais evoluídos? Que possuem suas conceituações evoluídas a partir de conceitos primitivos, existentes em qualquer raça animal. Como primatas que passavam a cultuar um líder, ou uma pedra, esculpida por um evento da natureza ao acaso, cuja forma passaram os primatas a considerar divina? Se evoluímos daí, e milhares e milhares de anos apenas serviram para aprimorar e esculpir a sociedade atual?
Nunca saberemos.
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existência,
monologo,
reflexão; mundo; loucura
sábado, 30 de maio de 2009
calmaria articulada
o teu eterno descuido
te levará a extremidade
te fará passar por muito
e te ensinará a viver
teu senso de despreocupação
tua calmaria atordoante
tua tranquilidade exorbitante
se torna teu maior perigo
e então quando fugir do teu controle
te olhararás e ficarás perdida
chorando inconsolável e desesperadamente
como cria desgarrada da mãe
é quando conhecerás a dureza e a perfídia
a que todos estamos expostos nesta vida
te levará a extremidade
te fará passar por muito
e te ensinará a viver
teu senso de despreocupação
tua calmaria atordoante
tua tranquilidade exorbitante
se torna teu maior perigo
e então quando fugir do teu controle
te olhararás e ficarás perdida
chorando inconsolável e desesperadamente
como cria desgarrada da mãe
é quando conhecerás a dureza e a perfídia
a que todos estamos expostos nesta vida
terça-feira, 19 de maio de 2009
megalomania
É sempre vísivel em nossa cidade um complexo de megalomania entre sua população referente aos setores da classe média. Em Belém, se você aufere rendimentos de determinadas proporções, têm motivos para se considerar uma espécie cidadão de "Beverly Hills" no Brasil. O fato é o seguinte: a maioria da população paraense de classe média, ou classes B e C, em sua maioria, tem um complexo de megalomania, entendo-se "superior" aos demais, e considerando que possui justificativa suficiente para ser esnobe, arrogante e mandar em todo mundo.
O fato é que nós, paraenses, e mais especificamente belenenses, temos a pura noção da cidade em que vivemos. Belém é uma cidade do Norte do Brasil, a região mais pobre do Brasil, ou seja, onde menos circula renda, o que, por conseqüência, faz com que a ppulação de baixa renda seja significativamente superior a minoria. Isso gera uma desigualdade tremenda, juntamente com a proliferação de "favelas", invasões e bairros onde predomina a extrema pobreza.
Por mais que a situação do país venha melhorando muito nos últimos anos, ainda não é suficiente para vislumbrar para nossa região uma perspectiva igual ao do eixo Centro-Sul do país.
Além disso, nesta cidade, pela sua distância e sua "recente" conexão com o resto do país (vide Belém-Brasília em meados de 70), tem em seu teor uma população predominantemente provinciana, ou seja, com ares de cidade pequena, no popular, "matuto". Dessa maneira, muitas pessoas, recentemente, ascenderam socialmente, graças ao crescimento econômico mundial recente e mais especificamente o brasileiro. Frente à isso, podemos colocar que isto tornou os belenenses de certa forma deslumbrados com a magnificitude do poderio econômico ao qual não estavam acostumados.
Fora esses, podemos citar imigrantes de outras regiões do país e lugares ainda menos favorecidos que vieram em busca de emprego e acabaram por ascender socialmente e financeiramente, encontrando seu lugar.
Em poucas palavras, a maioria ainda sem capacidade de encontrar seu lugar em uma sociedade predominantemente moderna, onde o individualismo deveria ser deixado de lado, em prol da maioria, ao menos na teoria.
Tudo isso faz com que Belém seja isso que é atualmente, com seus problemas e suas características entre sua população mais abastada, carecendo de uma mentalidade e sofrendo de problemas que ainda precisam entrar na cabeça dessas pessoas para começarem a serem corrigidos.
O fato é que nós, paraenses, e mais especificamente belenenses, temos a pura noção da cidade em que vivemos. Belém é uma cidade do Norte do Brasil, a região mais pobre do Brasil, ou seja, onde menos circula renda, o que, por conseqüência, faz com que a ppulação de baixa renda seja significativamente superior a minoria. Isso gera uma desigualdade tremenda, juntamente com a proliferação de "favelas", invasões e bairros onde predomina a extrema pobreza.
Por mais que a situação do país venha melhorando muito nos últimos anos, ainda não é suficiente para vislumbrar para nossa região uma perspectiva igual ao do eixo Centro-Sul do país.
Além disso, nesta cidade, pela sua distância e sua "recente" conexão com o resto do país (vide Belém-Brasília em meados de 70), tem em seu teor uma população predominantemente provinciana, ou seja, com ares de cidade pequena, no popular, "matuto". Dessa maneira, muitas pessoas, recentemente, ascenderam socialmente, graças ao crescimento econômico mundial recente e mais especificamente o brasileiro. Frente à isso, podemos colocar que isto tornou os belenenses de certa forma deslumbrados com a magnificitude do poderio econômico ao qual não estavam acostumados.
Fora esses, podemos citar imigrantes de outras regiões do país e lugares ainda menos favorecidos que vieram em busca de emprego e acabaram por ascender socialmente e financeiramente, encontrando seu lugar.
Em poucas palavras, a maioria ainda sem capacidade de encontrar seu lugar em uma sociedade predominantemente moderna, onde o individualismo deveria ser deixado de lado, em prol da maioria, ao menos na teoria.
Tudo isso faz com que Belém seja isso que é atualmente, com seus problemas e suas características entre sua população mais abastada, carecendo de uma mentalidade e sofrendo de problemas que ainda precisam entrar na cabeça dessas pessoas para começarem a serem corrigidos.
domingo, 3 de maio de 2009
despertar
E então ele viu-se no mundo dos loucos. Aquele um onde não há limites, nem mesmo regras. Foi quando ele compreendeu o tortuoso caminho pelo qual a humanidade se inclinava, e o quão distantes da verdadeira sanidade eles estavam. Sentia e compreendia o mundo da maneira que se encontrava. E entendia também as razões que o levaram a isso. Cada vez que inspirava, sua consciência o tornava mais são, quando se olhava de fora e percebia o quão louco estava. Cada devaneio que fazia entendia os problemas, as dificuldades, e se perguntava: porque? E se perguntava quem responderia, se havia alguém ao menos capaz. Sua consciência aumentava e via as guerras, a fome, o individualismo, colidindo com os princípios básicos da existência: o amor.
E então ele acordou, e viu-se de volta ao mundo são, aliviado. O que o assustou foi por um momento pensar que agora estaria verdadeiramente no mundo dos loucos, onde não há limites, nem regras, reais. Mas logo esqueceu e dedicou-se ao seu despertar habitual de toda manhã.
E então ele acordou, e viu-se de volta ao mundo são, aliviado. O que o assustou foi por um momento pensar que agora estaria verdadeiramente no mundo dos loucos, onde não há limites, nem regras, reais. Mas logo esqueceu e dedicou-se ao seu despertar habitual de toda manhã.
quarta-feira, 18 de março de 2009
homem
É a maneira com que as pessoas atualmente vêem o mundo. Não falo só da ânsia materialista cultuada no mundo conteporâneo, mas da descrença nos valores morais e na tradição, seja ela qualquer uma. Creio que, de uma maneira ou de outra, o homem entrará em colapso. Veja bem, não sou crítico do capitalismo. Muito pelo contrário, pois acredito que o Neoliberalismo seja a política mais adequada à prosperidade das nações atualmente.
O que ocorre é que há sempre uma busca pela tecnologia, pelo desenlvimento, pela prosperidade, material, é claro.
O homem esqueceu-se do maior e mais abstrato conceito descoberto pelo homem moderno: a felicidade, seja ela o que for. Seja correr atrás de borboletas em uma linda paisagem nórdica, seja estar em uma cidade fria pegando neve, seja ela comer sushi eternamente e por aí vai. A importância da felicidade foi totalmente desvirtuada em nosso mundo moderno.
Em minha crença, essa busca desvairada e incessante pelo topo do nada vai resultar em consequências catastróficas, cedo ou tarde. O mundo, (entenda-se a terra, pelo "modesto" conceito) irá entrar em colapso. As pessoas um dia pararão, olharão em volta de si e se perguntarão: o que eu estou fazendo aqui? Isso obviamente no dia em que elas atingirem um estágio de pensamento e inteligência suficiente para refletir criticamente sobre esse assunto e questionar-se dessa maneira.
Assim, tudo mudará. Todos os conceitos mudarão. Toda essa busca pelo nada terminará. As guerras acabarão. As brigas terminarão. Tudo reflorescerá, como uma inominável primavera da vida. Então, o planeta terra deixará de ser um planeta de provas e espiações¹, e o homem conhecerá um novo período de plenitude, desta vez espiritual.
1. Segundo a doutrina espírita de Allan Kardec, o planeta terra é um mundo de provas e expiações, uma espécie de purgatório, onde ainda existem muitos elementos negativos de planos inferiores, tais como violência, criminalidade, corrupção, dentre outros. Segundo esta mesma doutrina, o planeta deixará de ser desta maneira, e será elevado a uma outra condição superior, onde estes elementos desaparecerão.
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