domingo, 3 de maio de 2009
despertar
E então ele acordou, e viu-se de volta ao mundo são, aliviado. O que o assustou foi por um momento pensar que agora estaria verdadeiramente no mundo dos loucos, onde não há limites, nem regras, reais. Mas logo esqueceu e dedicou-se ao seu despertar habitual de toda manhã.
quarta-feira, 18 de março de 2009
homem
É a maneira com que as pessoas atualmente vêem o mundo. Não falo só da ânsia materialista cultuada no mundo conteporâneo, mas da descrença nos valores morais e na tradição, seja ela qualquer uma. Creio que, de uma maneira ou de outra, o homem entrará em colapso. Veja bem, não sou crítico do capitalismo. Muito pelo contrário, pois acredito que o Neoliberalismo seja a política mais adequada à prosperidade das nações atualmente.
O que ocorre é que há sempre uma busca pela tecnologia, pelo desenlvimento, pela prosperidade, material, é claro.
O homem esqueceu-se do maior e mais abstrato conceito descoberto pelo homem moderno: a felicidade, seja ela o que for. Seja correr atrás de borboletas em uma linda paisagem nórdica, seja estar em uma cidade fria pegando neve, seja ela comer sushi eternamente e por aí vai. A importância da felicidade foi totalmente desvirtuada em nosso mundo moderno.
Em minha crença, essa busca desvairada e incessante pelo topo do nada vai resultar em consequências catastróficas, cedo ou tarde. O mundo, (entenda-se a terra, pelo "modesto" conceito) irá entrar em colapso. As pessoas um dia pararão, olharão em volta de si e se perguntarão: o que eu estou fazendo aqui? Isso obviamente no dia em que elas atingirem um estágio de pensamento e inteligência suficiente para refletir criticamente sobre esse assunto e questionar-se dessa maneira.
Assim, tudo mudará. Todos os conceitos mudarão. Toda essa busca pelo nada terminará. As guerras acabarão. As brigas terminarão. Tudo reflorescerá, como uma inominável primavera da vida. Então, o planeta terra deixará de ser um planeta de provas e espiações¹, e o homem conhecerá um novo período de plenitude, desta vez espiritual.
1. Segundo a doutrina espírita de Allan Kardec, o planeta terra é um mundo de provas e expiações, uma espécie de purgatório, onde ainda existem muitos elementos negativos de planos inferiores, tais como violência, criminalidade, corrupção, dentre outros. Segundo esta mesma doutrina, o planeta deixará de ser desta maneira, e será elevado a uma outra condição superior, onde estes elementos desaparecerão.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
céus de janeiro
Lembro muito da minha época de colégio. Sempre as incertezas e inseguranças, unidas a euforia do início das aulas. Quem seriam nossos professores? O ano será mais árduo desta vez? Nossos colegas de classe? Some-se a isso o final das férias. Para uma criança não tem coisa melhor.
Acredito que para muita gente também Janeiro seja assim. Associando as chuvas com esse clima de euforia e incerteza. Um clima de expectativa, cumpridas ou não, que sempre haverão todo início de ano. Mês de boas lembranças. Sempre com a esperança de que o ano novo traga novos planos, novas prosperidades.
E que usemos as boas lembranças para nos fortificar e lutar para que nossas vidas e o mundo se torne um lugar melhor e mais agradável de se viver. E que busquemos a tão sonhada felicidade.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
O Grande Irmão
E vai começar o novo Big Brother, no caso, a nona edição do programa. E eu estou animadíssimo pra ver. É como um circo dos horrores com pessoas de verdade. Pessoas reunidas realizando as maiores estapafúrdias imagináveis em busca de um prêmio de um milhão de reais e fama. E não, não vou compactuar com a massa cultura inútil brasileira e maldizer o programa, enquanto que mal sabem por que lado anda a arte, cinema, música e cultura de um modo geral, apesar de existirem exceções.
Nada mais bem bolado. Atores reais, vivendo suas vidas reais por míseros um milhão, dinheiro que se resume talvez a um cachê de uma novela das oito, por exemplo. Mais bem bolado ainda é a satisfação com que cada um entra na casa. Eu mesmo pensei em me inscrever pra uma edição do programa, mas desisti quando percebi os atributos físicos dos concorrentes, descobrindo que eu ainda precisaria comer muito chibé de farinha pra chegar lá (leia-se academia).
O programa diverte? Com toda certeza, meu elementar. Tiro por mim, que não suporto nenhum tipo de programa de televisão, seja ela aberta ou fechada, cultural ou não, inútil ou educativa. Impressionantemente, me cativo demais com o Big Brother. Não sei explicar. Talvez ansioso por ver no que dá óbvios estereótipos brasilianos de diferentes regiões convivendo entre si. Surgem heróis, vilões, mocinhas, bandidos, claro, tudo com uma pitada da Globo, utilizando-se da fantástica ferramenta de edição e charges toscas do http://www.charges.com.br.
Este ano, pra coisa ficar melhor ainda, vai ter uma paraense concorrendo pelo prêmio. Agora que todo mundo, gostando ou não, vai saber do programa. Mesmo aqueles que dizem não gostar, mas que estranhamente falam mal de um ou outro participante. Aí vai ter campanha, chororôs, lan houses contratadas pra votar, manchetes de jornal e toda a pavulagem que tiver mais.
E eu, vou ficar de leve, curtindo meu Big Brother depois de Caminho das Índias, que vai estrear, enquanto que a grande massa se come viva, numa infindável e porque não inútil luta pela sobrevivência cultural no severo mundo globalizado de imposições dadas à escolha.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
ainda sem nome
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
volúpia
me entranham e me fazem homem
reverberando meu primitivo instinto
e liberando meu mais perverso desejo
aclamando tua face inocente
desfazendo resquícios de garota
construindo uma ponte entre o ser
e te fazendo mais mulher do que já és.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
o país da esculhambação
É justamente nessa cultura subdesenvolvida que repousa o subdesenvolvimento destas regiões. Começa naquele espertalhão que passa tua frente na fila do banco, rindo com a maior cara-de-pau e termina no político que desvia verbas para a saúde pública para construir sua casa de praia em algum balnário litorâneo. E o que é pior, a maioria das pessoas acha bonito isso. Acha bonito se dar um jeito pra tudo, Acha bonito dar uma de esperto, até como já coloquei aqui, que desde cedo há um "culto ao espertalhão".
Então, me vem a aterrorizante porém conclusiva idéia de que não há mudança, não há jeito, não há solução. Essa cultura não vai acabar tão cedo. Vão passar anos, décadas e digo, séculos, e essa cultura provavelmente vai continuar. Solução? Repovoamento do país ou mesmo uma lavagem cerebral de leve nas pessoas.
Claro exemplo são as terríveis enchentes em Santa Cataria. Aposto minhas fichas que o povo da região vai se unir e a região vai se reestruturar em pouco tempo, como aconteceu na década de 80, quando houve evento semlhante na região.
E se fosse em Belém? Aí Deus, seria complicado. Uns só iam pensar em si, a região ia estagnar, a reestruturação ia ser lenta, sem contar inúmeras outras previsões.
Enquanto isso eu prefiro continuar alimentando meus sonhos de morar em outro lugar com uma vida estruturada do que sonhar com mudanças aqui, porquê essas, meu caro amigo, com certeza demorarão. E eu que quero estar vivo pra ver, e poder crer.